Um poeta louco que sonha como poucos

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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Ansiedade


Transbordou dentro de mim,
Adrenalina.
Nos olhos pequenos a pupila,
Dilatou.
Os pelos do corpo
Arrepiou.
E veio aquele antigo instinto
Que me forçava a fugir.
Era a ansiedade,
Que mais uma vez
Quis me ver sofrer
.
Dessa vez dei um basta,
Respirei fundo,
Observei as pessoas ao redor,
E as coisas desse mundo.
Pra dentro de mim olhei
E vi que a solução
Está em nós mesmos,
Temos que fazer brotar.
Do equilíbrio do nosso ser.
Só assim vamos aprender a dosar
A emoção e a razão
Antes de tudo
E de qualquer decisão.


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Veio e passou

Veio e passou

Ele veio e passou,
Mas deixou rastros:
No rosto, dele ficaram vestígios
Quando a barba cresceu.
Na cabeça, deu sinais
Em fios de cabelos brancos
Que nasceram, cresceram e caíram.
No corpo promoveu reduções
De músculos.
Na mente proporcionou
Aumento de sabedoria.
No coração deixou feridas,
Mas também as curou.

Veio e passou.
Ninguém o viu, só sentiu.
Ele é aquilo que passa
E não volta mais.
É aquele que trouxe,
Que traz e trará
Novas esperanças pra nós

Simples mortais.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Antigo clube


Ando pelo contra fluxo,
Faço parte de um antigo clube
Que não aceita qualquer um.
Parece que todos lá, vivem no desespero
E quando vem a calmaria,
Nesse clube ninguém tem por ela apego.

Na verdade eu queria uma vida normal,
Emprego estável, salário bom
E que ninguém duvidasse da minha moral.
Ate hoje não consegui,
Vivo de serviço em serviço,
Levando uma vida marginal.
Marginal não no sentido de fora da lei,
Mas sim as margens da normalidade.
Prefiro a noite, vivo nos bares,
Gosto da praia,
Por mim, pra trás deixava a cidade.
Escrevo poesias e quero ler romances,
Percebo que minha existência,
É mais um capítulo de algum drama
Que tem o roteiro sempre alterado,
Com vagabundos apaixonados pela vida,
Amantes incondicionais e incompreendidos
Que parecem estar sempre na beira do abismo.

Por vezes tento abandonar o clube,
Mas quando percebo nele estou de volta.
Estou prestes a aceitar a minha sina
E dele ser sócio vitalício.
Talvez assim a vida se aprume
E eu acabe descobrindo
Em que a minha se resume.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Mensagens antigas


Sem querer vi mensagens,
Que um dia no passado,
Triste escrevi.
Eram despedidas
Pra mais um amigo que partiu,
Foi romper fronteiras.
E cruzar o mundo.

Faz tanto tempo,
Mas parece 
Que foi a um segundo
Desde então
Nunca mais o vi.

Sei que tudo está bem e
Que a amizade ainda existe
E mesmo com a distância 
Resisti. 

Fazer o que 
A vida é assim, uns vão,
Outros ficam.
A esperança do reencontro
Nos acalenta, faz bem
E minimiza a dor de sermos
Da saudade, reféns.


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Adeus meu velho carro

Como um barco há muito tempo no estaleiro
Ele estava, mas partiu depois de muito custo.
Mostrou que não desaprendeu.
Saiu feliz como alguém que nunca mais iria ver a rua,
Mas viu.
Com seu ronco inconfundível e seu charme natural,
Parecia flutuar pelo caminho.
O destino era certo, ia para oficina.
Ser reformado pra tentar voltar à velha forma:
Robusto, potente, veloz e beberrão.
O tempo o transformou,
Hoje de luxo não é mais, envelheceu,
Mas não ao ponto de se falar
Que tem o mesmo valor dos antigos.
Mesmo por que,
Ele nem passou da meia idade
E o tempo veio como um bandido,
Roubou o seu valor e o condenou a ser vendido.
Coitado,
Depois de ter dado alegria pra quem não tinha carro,
Acabou sendo trocado por um outro mais atualizado
Que na sua vaga da garagem

Já se encontra estacionado.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Sou o que escrevo

Se eu deixar de escrever,
Minha mente sucumbirá
De tanto pensar
E nada poder mostrar.
Meu coração
Doente será na ânsia de gritar
E não ter voz.
Minha alma não mais andará
Por perto daqueles,
Que meus versos gostam de ler.
Por fim não existirei
Por que não sou nada além,
Do que escrevo
Pra vocês.

Tudo e nada em um segundo


Estou aqui mais uma vez,
Mas pra que, não sei dizer.
Você não aceita
O que tem no peito,
Não se decide.
É sempre assim.
Estou indo embora
E dessa vez não voltarei.

Do mesmo jeito,
A vida nos uniu
E agora vem nos separar.
Tudo e nada em um segundo
Do amor a frustração,
Desilusão.

Nossas vidas, longe um do outro,
Vão mudar.
Melhor assim, pra você
E também pra mim.
Mas tem um único problema
Não gosto de despedidas,
Muito menos nessas horas
Que sabemos ou descobrimos
Que é o fim,
Da união de nossas vidas.


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Se tornou real

O universo paralelo
Trouxe você,
Pra ficar ao meu lado
E comigo viver.
O único problema
É que estávamos em dimensões separadas.
E somente eu podia te ver.
Mas aonde eu ia você estava comigo,
Nas horas boas a gente curtia
E nas ruins você me dava abrigo,

Hoje os tempos mudaram.
Você e eu no mesmo universo real,
Finalmente você é de carne e osso,
Saiu da imaginação,
Se tornou real.
Tem brilho nos olhos e um lindo rosto.
 É Normal como todo mortal.
Tem seus defeitos,
Mas suas qualidades são infinitas
Que não dá pra contar nos dedos.
Temos nossas brigas
Mas no fim é a paz que fica.
Agora todos sabem que é você
Quem enfeita e alegra essa minha vida
Que junto com a sua,
Parece perfeita
E é minha favorita.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Um outro planeta

Outro dia tive um sonho ,
Sonhei que estava em outro planeta.
Estranho, mas não gostei do que vi.
Pessoas correndo de lá para cá,
Todos levando vidas simplórias.
Muitos dos feitos daquele povo,
Não eram dignos de glória.
Não pensavam nas consequências
Que seus atos podiam acarretar.
Nasciam e cresciam em um só lugar,
Pensavam que só existia aquilo
E que lá era o melhor mundo pra se morar.
Me abismei com a distribuição de renda,
Era muitos com pouco
E poucos com muito.
A violência ia de encontro com a paz
E infelizmente vencia
Na maioria das vezes.
Ainda bem que acordei
E vi que era um sonho.
Agradeci
Por ser a terra,
O melhor lugar pra ficar.


Precipitação


Precipitei-me novamente,
Não seria eu senão fosse assim.
Ávido por viver,
Aquilo que nunca vivi
Ou que vivi, mas esqueci.
Me joguei novamente na estrada,
Na velha estrada da vida.
Comecei a andar,
Logo me depararei
Com o acaso
Trazendo mais um caso,
Que bem rápido virou paixão.
Meus olhos brilharam,
Meu coração saiu pela boca,
Falei mais do que devia,
Verdadeiro sinal de precipitação.
Eu que queria mudar,
As atitudes ponderar.
Não consegui,
Antes da hora me declarei
E como um caminhão
Pesado e cheio de sentimentos,
Desgovernado na pista fiquei.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Dois pés atrás

Ela tinha os dois pés atrás,
Eu pensava lá na frente.
Ela demorou pra se encantar,
Eu me encantei com um só olhar.
Ela pensou em me dar seu telefone,
Eu já queria ligar.
Ela tinha os dois pés atrás,
Eu estava com os meus adiante.
Ela pensou em me beijar,
Eu a beijei
E nos abraçamos.

Ela de trás um pé tirou,
Eu agradeci o passo que ela deu.
Ela sentiu saudades,
Eu me apaixonei.
Ela disse que eu sou demais,
Eu já não suportava a sua falta.
Ela sonhou e disse que era com a gente
E eu também sonhei.

O sonho se realizou,
Não sei se o meu, o dela, ou os dois.
Ela tirou o outro pé de trás
E eu me entreguei de vez.
Agora, eu e ela, não se fala mais.
Nos unimos e agora
Somos nós.
E o que era um mais um
Virou dois.

Teve encontros e desencontros
Mas algo nos deixava próximo
Houve o reencontro
E pouco a pouco vamos construindo,
Algo que só o tempo dirá
Se irá ser amor ou se vai ser só paixão
Mas o momento atual
É o que mais importa
Então continuamos a fazer
Nossa história.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Prever o futuro

Queria prever o futuro,
Ver o caminho certo a se seguir,
Saber o que falar e onde pisar
Pra não te assustar.

Por que será que todo começo
Tem que ser assim.
Incerteza, insegurança,
Vontade de ir pro meio
E nem pensar no fim.

Quero te agradar.
Me esforço e me porto como um rei,
Quero que seja minha rainha.
Te encho de elogios
E como se fosse preciso,
De minuto a minuto
Repito tudo outra vez.

Queria prever o futuro
Pra antes de acontecer,
Saber.
Será que vai dar certo?
Será que vai doer?

Mas como nada é tão simples
Deixo acontecer
E os meus impulsos
Vou tentar conter
Controlar os meus anseios
E a vontade de dizer
O quanto gosto de você.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O que vivi no Estaleiro Bar

De um lado era São Sebastião do outro Ilhabela. Subimos na balsa e depois de alguns minutos, já com o céu escuro a travessia chegava ao fim. Desembarcamos numa  Ilha iluminada e acolhedora e fomos rumo a um bar encantado chamado Estaleiro.
A viagem prometia muitas surpresas. Aceleramos para dentro da noite de sábado. Ainda eram 19h30min e até às 22 horas tínhamos que passar o tempo de alguma forma até encontrar a nossa banda preferida que também eram nossos amigos, para uma noite de show no Estaleiro Bar com o Dialeto Dub.
Estávamos eu e o Thiago naquele início de noite sem saber o que fazer. Demos uma  volta pelas ruas da Vila de Ilhabela e paramos num Café que também era loja de cds e óculos, um lugar agradável. Lá tomei um expresso e como sempre não me contentando com um só, pedi outro. Tomei as duas xicaras e ainda o relógio marcava 20h30min e pra enrolar mais um pouco, um cappuccino foi pedido pelo Thiago. Levantamos fomos conhecer o restante da loja, pedi pra colocar um cd de jazz. Era Miles Davis tocando um belo som. Pagamos a conta e saímos para a rua que era a beira mar. Fomos ao píer onde pessoas
 pescavam utilizando molinetes com iscas luminosas, todos numa concentração que  dava gosto de se ver.
Voltamos para rua e adentramos em uma livraria, vimos vários livros e quadros. O celular tocou. Era o Bruno dizendo que já estava em frente ao bar. Fomos pra lá e nos juntamos a mais quatro na noite.
Tomamos uma cerveja e comemos lanches na padaria ao lado do Estaleiro Bar e em seguida começamos a arrumar o palco para a banda.

O bar

O Estaleiro era um bar aconchegante, era um lugar aberto cercado por uma mureta não muito alta, o que permite aos frequentadores observar o movimento da rua e mais a  frente o mar.
A iluminação era feita por algumas luzes, que não deixavam o lugar nem muito claro e nem muito escuro, assim podíamos observar as paredes com algumas pinturas, revelando um ambiente recheado de arte. Ao centro do bar algumas mesas e cadeiras,  mas o pessoal queria mesmo era ficar em pé.
Antes de o local encher, a banda já começou a tocar e a energia do ambiente que já era boa, ficou ainda melhor. Aos poucos as pessoas iam entrando, encantados pelos sons e pela diversidade de gente que se reuni ali.

As pessoas

No decorrer da noite, me sentia bem ao lado da Cyn e do Thiago enquanto assistia ao Show do Bruno, do Wilian e do Marcelo. A casa ia enchendo cada vez mais. Pessoas de todos os tipos. Fui até o balcão pegar uma cerveja e esbarrei em um índio e não acreditei, comecei a conversar com ele e descobri que seu nome era Jorge. Ele falava de suas apresentações  caracterizado de indígena. Ele falou que gostava de mostrar sua cultura, mas ficou desiludido quando soube que quem o levava para tais apresentações só queria o dinheiro e não estava nem aí para o seu povo. Comentou que deixara sua aldeia e vive agora como um homem branco, disse  que sofria muito preconceito, por isso, saiu de sua tribo Tupinambá, se casou com uma mulher branca e ela foi a única que ele amou, mas a largou, pois ela era extraviada. Não quis entrar em detalhes sobre sua vida amorosa e voltei pra junto dos meus. Fui ficar do lado da Cyn e e do Thiago.
Trocamos de lugar, fomos mais pra perto do palco e ficamos num canto. Ali na parede  havia uma pintura, era um ser meio homem meio peixe que flutuava num céu azul. Certa hora essa criatura grudou no meu pescoço e me passou algumas informações, ele tinha observado uma moça me olhando e falou pra eu ir perto dela. Eu já estava meio desconfiado, pensei que estava sonhando acordado que uma pintura de parede estava falando comigo, mas quis ver até aonde ia essa história. O desenho na parede continuou insistindo pra eu me aproximar da garota, aí então foi a hora que eu decidi desmascara-lo e perguntei: “onde ela está?”
O homem peixe voador chegou perto de mim, me abraçou e falou: “ ali do lado daquele senhor que deve ter uns 90 anos dançando e pulando” Achei isso a gota d’água e gritei com aquele habitante da parede do bar:  “ Você é louco, são duas da manhã, não tem ninguém com essa idade aqui muito menos pulando e dançando” Ele só mandou eu me virar para trás  e olhar e isso foi o que eu fiz. Deparei-me com tudo  que ele falou, a moça me olhando e o senhor eufórico com a sua dança mais que atual. Era tudo verdade.
Me aproximei da moça, me encantei por ela e a fiz se encantar por mim. Com o velhinho, dancei, pulei e dei-lhe um abraço.
Comecei a pensar que estava em um bar num reino encantado, onde todas as pessoas,  independente da idade, da cor e de sua posição social eram iguais. No final da noite cada um foi para sua casa e nós seis que não éramos da Ilha, tivemos que encontrar um canto pra dormir aquele resto de noite que ainda restava.
Dormimos todos num quarto cedido pelo dono do bar. No domingo acordamos tomamos um belo café, que podia ser considerado um almoço. Fomos a algumas praias, esperamos a noite cair novamente e retornamos para São Paulo com algumas certezas em nossas mentes e nossos corações.







sábado, 22 de junho de 2013

Desfile do veleiro

O barco desce pelo rio,
Em águas mansas desliza.
De trás do morro ele aparece
E num piscar de olhos
Na água doce não está mais.
Ultrapassou a foz,
Entrou no mar,
Encorpou-se, ergueu a vela.
E agora vai.
O vento sopra e o barco vai,
Rápido e solto
Parece desfilar.
Velas coloridas
Verde amarelo e vermelho
E o branco do casco.
O vento sopra e o barco vai.
O rio ficou pra trás
A sua frente à imensidão
Do Atlântico que separa
Mas também une os povos.
Aquele mesmo Atlântico
Que trouxe muitos dos nossos
Em navios negreiro
E hoje é palco
Para o desfile do veleiro.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Protesto

Quem é você
Que chega e me diz.
Palavras de ordem,
Fala em revolução,
Incentiva o povo,
A procurar nova direção.

Mas faz tudo errado
Rouba o irmão
Age de má fé
Descontentando a multidão
E ainda se diz um aliado
E que esta junto na missão

Não sei qual a sua missão
A nossa está bem clara
Queremos paz, amor e união.
Preservar nossos lugares
Longe da ambição
Da corrupção
Você não e um parceiro
Se for um ladrão

Se arrependa                                                           
Revolucione seu interior
Se vista com humildade,
Seja honesto.
Garanta seu direito

De cidadão batalhador

Rumo a vitória

 Incerteza nas direções,
Mas sei que vou chegar.
Te alcançarei ,
Custe o que custar.
Sou pessoa de bem
E não vou desistir.
Só quero vencer.
Sei da força de cada um,
Também sei da minha,
Por isso sigo em frente
E comigo Deus caminha.                                                        
Um dia vou chegar
E a medalha da vitória
Virá contemplar.

Oh Deus!
Preciso da sua luz,
Sou pessoa de bem.
Ilumine meu caminho
Não mude meu destino,
Mas me leve à vitória
E me tire só um pouco
Do meio dessa confusão
Quero paz na terra,
No mar e no coração
Para assim o mal vencer

E a vitória acontecer.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Evolução do namoro


Em algum dia do passado,
Tudo começou.
Insegurança, desejo e ciúme.
Você se apavorou,
Não sabia o que estava acontecendo
Mas deixou acontecer
E se entregou.
Sem perceber o tempo passou,
O que era no início incerto
Hoje em namoro se transformou.
Insegurança não tem mais,
O desejo era um sintoma
Da paixão que aumentou e
Virou amor.
O ciúme,
Esse foi o único que não mudou.

Autor: Gui Batista Emidio

terça-feira, 11 de junho de 2013

Dias de outono em Camburí


Certo dia na praia de Camburí, Litoral norte de São Paulo, vimos uma onda quebrando no final da tarde quando céu azul não mais estava, parecia que ela vinha anunciar o escuro da noite que chegava para nos acolher.
Envolvidos pelos morros verdes, o mar azul e o laranja do céu de outono, vimos o dia virar noite e o calor dar lugar a um frio que pedia uma blusa pra esquentar. Às sete horas  nossas almas junto com nossos corpos, pediam uma pausa para nos alimentar.                Uma breve parada num restaurante e a janta veio nos acalentar. Tudo bem simples,        arroz, feijão, salada, farofa e aquele peixe de costume.
Éramos quatro, depois da janta uma se foi, não aguentando o sono entrou no chalé e      dormiu.
Sobraram três com a fome saciada. Parecia que tínhamos hora marcada, fomos à praia   pra poder cantar.
Em mãos, um violão e uma escaleta, eram dois tocadores que também eram cantores e  eu ali só pra apreciar os mais belos sons que mais pareciam vindos do mar.
Sentados na areia, de repente apareceu mais um com seu instrumento escondido dentro da bolsa e pediu pra participar. Concordamos e ele participou e voltamos a ser quatro na noite escura e fria.
Depois de um tempo a cantoria acabou, o último que se juntou ao grupo sumiu da        mesma forma que chegou. O da escaleta foi embora encontrar com a namorada, pra        juntos caírem nos  braços do Morfeu. Eu e o violeiro entramos num bar, bebemos          ouvimos mais músicas,  conhecemos pessoas e no fim da madrugada quase de manhã,   fomos  embora.
Cada um pro seu canto, a noite se foi o sol nasceu. Acordamos horas depois para viver o dia, compor uma nova história e aproveitar o sol enquanto a noite não chegava novamente.

Autor: Guilherme Batista Emidio

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O que nos une

Custei pra entender,
O que me une a você.
Quando entendi,
Eu percebi que tudo era tão claro
E não era preciso nada entender.
O que nos une é forte
E é pra valer.
Só precisamos viver
Nos aproximar
Nos arriscar, nos atirar.

Uma nova paixão,
Vem pra despertar
Nossos corações.
Temos que viver
Sem medo de errar.
Por isso me arrisquei,
E no seu mundo, no seu universo,
Me atirei

E ao seu coração me entreguei.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

VOU SUPORTAR


Vou suportar a saudade
Que meu peito invade
E me faz lembrar
Você, você e você.
Minha mente viaja
Vai pra perto do mar,
Só assim paro de pensar
No seu olhar, no seu sorriso.
E no bem que você me faz,
Mas mesmo assim,
Distante, com a cabeça no mar.
Você me aparece flutuando,
Deslizando nas ondas,
Ou estampada na bandeira de um bar.
Ai eu percebo que mesmo assim 
Com a cabeça tão longe 
Não consigo, de ti me desligar.

Minha mente viaja,
Pra beira da praia.
Saudade invade,
Mas vou suportar.

Autor: Gui Batista Emidio

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

DA PRAIA PARA O ROCHEDO



Do litoral para o interior,
Sigo em frente e em cada lugar
As vidas seguem.
Mesmo clima prevalece,
É o calor. 
Pessoas te recebem com simpatia,
Verdadeira demonstração de amor.
Caiçara nativo me respeitou,
Sabe o valor do laço de amizade.
Caipira do interior,
Minha mente transformou.
Me ensinou,
No simples a vida tem mais sabor.
Pra trás deixei areia fina e branca,
Pela frente encontrei chão de terra.
Novos caminhos de paz,
E mais uma vez os lugares que passei,
Ao longo das estradas que percorri,
Me fizeram chorar.
Mas no final daquele caminho de terra,
A poeira baixou, pude ver e sentir,
A paz e o amor.
Entre os montes fiquei.
Da areia da praia lembrei,
E num canto de Minas Gerais
Com a família reunida,
No sítio Rochedo,
De alegria novamente chorei.

Autor: Gui Batista Emidio
E-mail: guilhermebatista_emidio@hotmail.com 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Roteiro de uma viagem inesquecível


Pegue a Rio Santos, passe pelas praias de São Sebastião, dê um pulo na Ilhabela. Volte para a estrada e siga em frente. Passe por Caraguatatuba, Ubatuba e aprecie o caminho com algumas paradas nas pequenas praias que beiram a pista.
Quando ver a placa de limite dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, você estará em Paraty. Avistará mais para frente, do seu lado direito, uma placa indicando a estrada que te leva até a Vila de Trindade. Vale a pena ir até lá para apreciar a beleza do local e comer alguma coisa enquanto a tarde cai.
Ao anoitecer siga para o centro de Parati e encontre uma pousada para passar a noite. No dia seguinte dê uma volta pelo centro histórico e entre nas lojas das ruelas estreitas de paralelepípedo. Depois de ter passeado um pouco por lá, retorne para a Estrada Rio Santos e siga em frente, pois ainda tem muito chão para o seu destino.
Em alguns muitos quilômetros, você estará no meio da cidade grande, é a capital Rio de Janeiro. Não pare, deixe para conhecer a cidade na volta, com mais calma. Siga em frente e se oriente pelas placas que indicam a Região dos Lagos.
Pegue a estrada que te levará direto a Cabo Frio. Depois que passar pela ponte Rio Niterói, dirija mais umas duas horas e então chegará ao seu destino, onde você já terá arranjado um lugar para ficar antes de sair de São Paulo.
Durma a primeira noite e descanse bem, pois no dia seguinte você curtirá as praias de areias brancas daquela cidade, no outro dia vá conhecer Búzios e nos outros dias desbrave a cidade de Arraial do Cabo onde as águas são transparentes e a areia fina como açúcar. Aproveite e faça um passeio de barco por lá e almoce no Restaurante Flutuante, a comida é boa e nem é tão cara.
Voltando para cabo Frio, pare próximo ao bairro do Foguete e ache as dunas que ficam do lado esquerdo de quem está voltando de Arraial. Estacione o carro na ruinha de terra, pegue a trilha andando até o topo das dunas e aprecie um lindo por do sol.
Por fim, descubra algo novo a se fazer por lá e me conte, que da próxima vez que eu for para aqueles lados, farei também.
Quando estiver acabando seus dias de férias, inicie seu retorno, e faça aquela parada no Rio de Janeiro, visite os pontos turísticos e encerre esses maravilhosos dias, sentada no calçadão de Copacabana olhando para o mar e agradeça a Deus por te acompanhar.


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Cenas do litoral norte de sp

No galho de uma arvore florida, um passarinho olha encantado o mar azul e canta, enquanto sobre as ondas um menino desliza com sua prancha, num belo entardecer. Quando tal menino sai do mar e pára com seu espetáculo, o pássaro se desespera, dá um vôo rasante e leva com sigo as roupas do menino surfista e o obriga a voltar correndo para o mar fazendo assim o mundo inteiro se alegrar..