Um poeta louco que sonha como poucos

Seguidores

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O que vivi no Estaleiro Bar

De um lado era São Sebastião do outro Ilhabela. Subimos na balsa e depois de alguns minutos, já com o céu escuro a travessia chegava ao fim. Desembarcamos numa  Ilha iluminada e acolhedora e fomos rumo a um bar encantado chamado Estaleiro.
A viagem prometia muitas surpresas. Aceleramos para dentro da noite de sábado. Ainda eram 19h30min e até às 22 horas tínhamos que passar o tempo de alguma forma até encontrar a nossa banda preferida que também eram nossos amigos, para uma noite de show no Estaleiro Bar com o Dialeto Dub.
Estávamos eu e o Thiago naquele início de noite sem saber o que fazer. Demos uma  volta pelas ruas da Vila de Ilhabela e paramos num Café que também era loja de cds e óculos, um lugar agradável. Lá tomei um expresso e como sempre não me contentando com um só, pedi outro. Tomei as duas xicaras e ainda o relógio marcava 20h30min e pra enrolar mais um pouco, um cappuccino foi pedido pelo Thiago. Levantamos fomos conhecer o restante da loja, pedi pra colocar um cd de jazz. Era Miles Davis tocando um belo som. Pagamos a conta e saímos para a rua que era a beira mar. Fomos ao píer onde pessoas
 pescavam utilizando molinetes com iscas luminosas, todos numa concentração que  dava gosto de se ver.
Voltamos para rua e adentramos em uma livraria, vimos vários livros e quadros. O celular tocou. Era o Bruno dizendo que já estava em frente ao bar. Fomos pra lá e nos juntamos a mais quatro na noite.
Tomamos uma cerveja e comemos lanches na padaria ao lado do Estaleiro Bar e em seguida começamos a arrumar o palco para a banda.

O bar

O Estaleiro era um bar aconchegante, era um lugar aberto cercado por uma mureta não muito alta, o que permite aos frequentadores observar o movimento da rua e mais a  frente o mar.
A iluminação era feita por algumas luzes, que não deixavam o lugar nem muito claro e nem muito escuro, assim podíamos observar as paredes com algumas pinturas, revelando um ambiente recheado de arte. Ao centro do bar algumas mesas e cadeiras,  mas o pessoal queria mesmo era ficar em pé.
Antes de o local encher, a banda já começou a tocar e a energia do ambiente que já era boa, ficou ainda melhor. Aos poucos as pessoas iam entrando, encantados pelos sons e pela diversidade de gente que se reuni ali.

As pessoas

No decorrer da noite, me sentia bem ao lado da Cyn e do Thiago enquanto assistia ao Show do Bruno, do Wilian e do Marcelo. A casa ia enchendo cada vez mais. Pessoas de todos os tipos. Fui até o balcão pegar uma cerveja e esbarrei em um índio e não acreditei, comecei a conversar com ele e descobri que seu nome era Jorge. Ele falava de suas apresentações  caracterizado de indígena. Ele falou que gostava de mostrar sua cultura, mas ficou desiludido quando soube que quem o levava para tais apresentações só queria o dinheiro e não estava nem aí para o seu povo. Comentou que deixara sua aldeia e vive agora como um homem branco, disse  que sofria muito preconceito, por isso, saiu de sua tribo Tupinambá, se casou com uma mulher branca e ela foi a única que ele amou, mas a largou, pois ela era extraviada. Não quis entrar em detalhes sobre sua vida amorosa e voltei pra junto dos meus. Fui ficar do lado da Cyn e e do Thiago.
Trocamos de lugar, fomos mais pra perto do palco e ficamos num canto. Ali na parede  havia uma pintura, era um ser meio homem meio peixe que flutuava num céu azul. Certa hora essa criatura grudou no meu pescoço e me passou algumas informações, ele tinha observado uma moça me olhando e falou pra eu ir perto dela. Eu já estava meio desconfiado, pensei que estava sonhando acordado que uma pintura de parede estava falando comigo, mas quis ver até aonde ia essa história. O desenho na parede continuou insistindo pra eu me aproximar da garota, aí então foi a hora que eu decidi desmascara-lo e perguntei: “onde ela está?”
O homem peixe voador chegou perto de mim, me abraçou e falou: “ ali do lado daquele senhor que deve ter uns 90 anos dançando e pulando” Achei isso a gota d’água e gritei com aquele habitante da parede do bar:  “ Você é louco, são duas da manhã, não tem ninguém com essa idade aqui muito menos pulando e dançando” Ele só mandou eu me virar para trás  e olhar e isso foi o que eu fiz. Deparei-me com tudo  que ele falou, a moça me olhando e o senhor eufórico com a sua dança mais que atual. Era tudo verdade.
Me aproximei da moça, me encantei por ela e a fiz se encantar por mim. Com o velhinho, dancei, pulei e dei-lhe um abraço.
Comecei a pensar que estava em um bar num reino encantado, onde todas as pessoas,  independente da idade, da cor e de sua posição social eram iguais. No final da noite cada um foi para sua casa e nós seis que não éramos da Ilha, tivemos que encontrar um canto pra dormir aquele resto de noite que ainda restava.
Dormimos todos num quarto cedido pelo dono do bar. No domingo acordamos tomamos um belo café, que podia ser considerado um almoço. Fomos a algumas praias, esperamos a noite cair novamente e retornamos para São Paulo com algumas certezas em nossas mentes e nossos corações.







sábado, 22 de junho de 2013

Desfile do veleiro

O barco desce pelo rio,
Em águas mansas desliza.
De trás do morro ele aparece
E num piscar de olhos
Na água doce não está mais.
Ultrapassou a foz,
Entrou no mar,
Encorpou-se, ergueu a vela.
E agora vai.
O vento sopra e o barco vai,
Rápido e solto
Parece desfilar.
Velas coloridas
Verde amarelo e vermelho
E o branco do casco.
O vento sopra e o barco vai.
O rio ficou pra trás
A sua frente à imensidão
Do Atlântico que separa
Mas também une os povos.
Aquele mesmo Atlântico
Que trouxe muitos dos nossos
Em navios negreiro
E hoje é palco
Para o desfile do veleiro.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Protesto

Quem é você
Que chega e me diz.
Palavras de ordem,
Fala em revolução,
Incentiva o povo,
A procurar nova direção.

Mas faz tudo errado
Rouba o irmão
Age de má fé
Descontentando a multidão
E ainda se diz um aliado
E que esta junto na missão

Não sei qual a sua missão
A nossa está bem clara
Queremos paz, amor e união.
Preservar nossos lugares
Longe da ambição
Da corrupção
Você não e um parceiro
Se for um ladrão

Se arrependa                                                           
Revolucione seu interior
Se vista com humildade,
Seja honesto.
Garanta seu direito

De cidadão batalhador

Rumo a vitória

 Incerteza nas direções,
Mas sei que vou chegar.
Te alcançarei ,
Custe o que custar.
Sou pessoa de bem
E não vou desistir.
Só quero vencer.
Sei da força de cada um,
Também sei da minha,
Por isso sigo em frente
E comigo Deus caminha.                                                        
Um dia vou chegar
E a medalha da vitória
Virá contemplar.

Oh Deus!
Preciso da sua luz,
Sou pessoa de bem.
Ilumine meu caminho
Não mude meu destino,
Mas me leve à vitória
E me tire só um pouco
Do meio dessa confusão
Quero paz na terra,
No mar e no coração
Para assim o mal vencer

E a vitória acontecer.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Evolução do namoro


Em algum dia do passado,
Tudo começou.
Insegurança, desejo e ciúme.
Você se apavorou,
Não sabia o que estava acontecendo
Mas deixou acontecer
E se entregou.
Sem perceber o tempo passou,
O que era no início incerto
Hoje em namoro se transformou.
Insegurança não tem mais,
O desejo era um sintoma
Da paixão que aumentou e
Virou amor.
O ciúme,
Esse foi o único que não mudou.

Autor: Gui Batista Emidio

terça-feira, 11 de junho de 2013

Dias de outono em Camburí


Certo dia na praia de Camburí, Litoral norte de São Paulo, vimos uma onda quebrando no final da tarde quando céu azul não mais estava, parecia que ela vinha anunciar o escuro da noite que chegava para nos acolher.
Envolvidos pelos morros verdes, o mar azul e o laranja do céu de outono, vimos o dia virar noite e o calor dar lugar a um frio que pedia uma blusa pra esquentar. Às sete horas  nossas almas junto com nossos corpos, pediam uma pausa para nos alimentar.                Uma breve parada num restaurante e a janta veio nos acalentar. Tudo bem simples,        arroz, feijão, salada, farofa e aquele peixe de costume.
Éramos quatro, depois da janta uma se foi, não aguentando o sono entrou no chalé e      dormiu.
Sobraram três com a fome saciada. Parecia que tínhamos hora marcada, fomos à praia   pra poder cantar.
Em mãos, um violão e uma escaleta, eram dois tocadores que também eram cantores e  eu ali só pra apreciar os mais belos sons que mais pareciam vindos do mar.
Sentados na areia, de repente apareceu mais um com seu instrumento escondido dentro da bolsa e pediu pra participar. Concordamos e ele participou e voltamos a ser quatro na noite escura e fria.
Depois de um tempo a cantoria acabou, o último que se juntou ao grupo sumiu da        mesma forma que chegou. O da escaleta foi embora encontrar com a namorada, pra        juntos caírem nos  braços do Morfeu. Eu e o violeiro entramos num bar, bebemos          ouvimos mais músicas,  conhecemos pessoas e no fim da madrugada quase de manhã,   fomos  embora.
Cada um pro seu canto, a noite se foi o sol nasceu. Acordamos horas depois para viver o dia, compor uma nova história e aproveitar o sol enquanto a noite não chegava novamente.

Autor: Guilherme Batista Emidio

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O que nos une

Custei pra entender,
O que me une a você.
Quando entendi,
Eu percebi que tudo era tão claro
E não era preciso nada entender.
O que nos une é forte
E é pra valer.
Só precisamos viver
Nos aproximar
Nos arriscar, nos atirar.

Uma nova paixão,
Vem pra despertar
Nossos corações.
Temos que viver
Sem medo de errar.
Por isso me arrisquei,
E no seu mundo, no seu universo,
Me atirei

E ao seu coração me entreguei.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

VOU SUPORTAR


Vou suportar a saudade
Que meu peito invade
E me faz lembrar
Você, você e você.
Minha mente viaja
Vai pra perto do mar,
Só assim paro de pensar
No seu olhar, no seu sorriso.
E no bem que você me faz,
Mas mesmo assim,
Distante, com a cabeça no mar.
Você me aparece flutuando,
Deslizando nas ondas,
Ou estampada na bandeira de um bar.
Ai eu percebo que mesmo assim 
Com a cabeça tão longe 
Não consigo, de ti me desligar.

Minha mente viaja,
Pra beira da praia.
Saudade invade,
Mas vou suportar.

Autor: Gui Batista Emidio

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

DA PRAIA PARA O ROCHEDO



Do litoral para o interior,
Sigo em frente e em cada lugar
As vidas seguem.
Mesmo clima prevalece,
É o calor. 
Pessoas te recebem com simpatia,
Verdadeira demonstração de amor.
Caiçara nativo me respeitou,
Sabe o valor do laço de amizade.
Caipira do interior,
Minha mente transformou.
Me ensinou,
No simples a vida tem mais sabor.
Pra trás deixei areia fina e branca,
Pela frente encontrei chão de terra.
Novos caminhos de paz,
E mais uma vez os lugares que passei,
Ao longo das estradas que percorri,
Me fizeram chorar.
Mas no final daquele caminho de terra,
A poeira baixou, pude ver e sentir,
A paz e o amor.
Entre os montes fiquei.
Da areia da praia lembrei,
E num canto de Minas Gerais
Com a família reunida,
No sítio Rochedo,
De alegria novamente chorei.

Autor: Gui Batista Emidio
E-mail: guilhermebatista_emidio@hotmail.com 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Roteiro de uma viagem inesquecível


Pegue a Rio Santos, passe pelas praias de São Sebastião, dê um pulo na Ilhabela. Volte para a estrada e siga em frente. Passe por Caraguatatuba, Ubatuba e aprecie o caminho com algumas paradas nas pequenas praias que beiram a pista.
Quando ver a placa de limite dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, você estará em Paraty. Avistará mais para frente, do seu lado direito, uma placa indicando a estrada que te leva até a Vila de Trindade. Vale a pena ir até lá para apreciar a beleza do local e comer alguma coisa enquanto a tarde cai.
Ao anoitecer siga para o centro de Parati e encontre uma pousada para passar a noite. No dia seguinte dê uma volta pelo centro histórico e entre nas lojas das ruelas estreitas de paralelepípedo. Depois de ter passeado um pouco por lá, retorne para a Estrada Rio Santos e siga em frente, pois ainda tem muito chão para o seu destino.
Em alguns muitos quilômetros, você estará no meio da cidade grande, é a capital Rio de Janeiro. Não pare, deixe para conhecer a cidade na volta, com mais calma. Siga em frente e se oriente pelas placas que indicam a Região dos Lagos.
Pegue a estrada que te levará direto a Cabo Frio. Depois que passar pela ponte Rio Niterói, dirija mais umas duas horas e então chegará ao seu destino, onde você já terá arranjado um lugar para ficar antes de sair de São Paulo.
Durma a primeira noite e descanse bem, pois no dia seguinte você curtirá as praias de areias brancas daquela cidade, no outro dia vá conhecer Búzios e nos outros dias desbrave a cidade de Arraial do Cabo onde as águas são transparentes e a areia fina como açúcar. Aproveite e faça um passeio de barco por lá e almoce no Restaurante Flutuante, a comida é boa e nem é tão cara.
Voltando para cabo Frio, pare próximo ao bairro do Foguete e ache as dunas que ficam do lado esquerdo de quem está voltando de Arraial. Estacione o carro na ruinha de terra, pegue a trilha andando até o topo das dunas e aprecie um lindo por do sol.
Por fim, descubra algo novo a se fazer por lá e me conte, que da próxima vez que eu for para aqueles lados, farei também.
Quando estiver acabando seus dias de férias, inicie seu retorno, e faça aquela parada no Rio de Janeiro, visite os pontos turísticos e encerre esses maravilhosos dias, sentada no calçadão de Copacabana olhando para o mar e agradeça a Deus por te acompanhar.


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Cenas do litoral norte de sp

No galho de uma arvore florida, um passarinho olha encantado o mar azul e canta, enquanto sobre as ondas um menino desliza com sua prancha, num belo entardecer. Quando tal menino sai do mar e pára com seu espetáculo, o pássaro se desespera, dá um vôo rasante e leva com sigo as roupas do menino surfista e o obriga a voltar correndo para o mar fazendo assim o mundo inteiro se alegrar..

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Lual em Camburi


Resto de areia ficou no meu coração,
Um mar de estrelas
Completava as canções daquele lual.
E iluminava aquela reunião.
Sentados num tronco caído, na praia de Camburi.
De frente pra imensidão.
Ouvindo um reggae, as ondas e um violão.
Sentindo a brisa do mar vindo purificar
Nossas vidas e aquele lugar.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Perto do mar


Sentado no escuro ouvindo o som de um rádio, 
Um incenso queimava liberando um aroma 
Que me fez viajar. 
Ao longe eu fui sem sair do lugar, 
Fui pra perto do mar. 
Segui madrugada adentro a pensar, 
Minhas metas meus objetivos vou alcançar. 
Só assim de longe não vou mais voltar. 
Meu sonho viver enfim, 
Me instalar na beira do mar,
Ver o incenso acabar ouvindo

As ondas, quebrando sob o luar.

domingo, 4 de março de 2012

Cenas do cantinho da roça!!

O cheiro do queijo Minas se  misturava com o do café fresquinho, pássaros voavam dentro daquele cantinho da roça. Em cima da mesa de madeira rústica forrada por uma toalha de plástico xadrez, bolo de fubá e pão de queijo matavam a fome dos que ali estavam e alimentavam as almas daqueles que partiam pelas estradas.

Autor: Guilherme Batista Emidio

Cenas da vida!! Cenas da vida!! Cenas da vida!! Cenas da vida!!



No galho de uma arvore florida, um passarinho olha encantado para o mar azul e canta enquanto um menino desliza sobre as ondas com sua prancha durante um belo entardecer!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Somos versos

Somos versos de uma vida
Eu rimo com ela, 
Enquanto outro alguém 
Rima com você.
A vida segue em estrofes,
Poesias se formam
Dando origem
Ao mais belo livro,
Ou a simples
Mas não tão menos importante
Literatura de cordel.



Autor: Guilherme Batista Emidio

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O espetáculo do Jiu Jitsu





O jiu jitsu é uma luta predominantemente técnica, podemos ver atletas mais fracos vencendo oponentes bem mais fortes.
Quando vamos a uma competição, só conseguimos ver tudo que acontece lá com os olhos da arte.
Certa vez estava eu em um campeonato mundial na cidade do Rio de Janeiro, tudo corria bem, as atenções de todos que lotavam o ginásio eram bem divididas pelas oito áreas de lutas onde aconteciam as lutas simultaneamente.
Uma luta empolgante acontecia na área um, era de faixa branca. Movimentação constante, típica de iniciantes, de quem não podíamos esperar muita perfeição nas técnicas, mas a luta era boa.
Na área dois via-se uma bela luta de faixas azuis, era queda pra cá e queda pra lá. Eram do peso pena, isso mesmo, aquela categoria que os lutadores não param nenhum minuto.
Na área três os faixas roxa iam começar a lutar na hora em que minha atenção voltou-se para eles. No início a luta foi muito estudada por ambos os lados, fazendo com que o árbitro interrompesse o combate para pedir mais ação. A partir daí se viu um show de técnica por parte dos dois.
Na área quatro estavam nada mais nada menos que os marrons, nesta faixa começam a aparecer aqueles que vão dar trabalho para os faixas preta no futuro. Era a final da categoria médio, uma das mais disputadas. Foram sete minutos eletrizantes, começando com uma queda de um lado, uma raspagem do outro e esse mesmo que raspou ainda passou a guarda. Por volta dos seis minutos de luta o rapaz que deu a queda no início, estando em desvantagem e o tempo esgotando, tirou forças para repor a guarda e começar uma movimentação intensa em busca de uma finalização. De repente ele encaixa um triangulo perfeito, seu oponente tentou resistir, mas não deu e teve que bater.
Sai do ginásio correndo para comer alguma coisa, fui correndo mesmo, pois se demorasse a voltar, talvez pudesse perder o principal do espetáculo, o absoluto faixa preta.
Quando retornei para o interior do ginásio com a fome saciada, percebi que da área cinco até a área oito já estava acontecendo o tão esperado absoluto preta.
Me acomodei na arquibancada e me deleitei com uma verdadeira obra de arte protagonizada pelos atletas, as finalizações saiam a toda hora e eu não conseguia olhar só para uma luta, todas eram emocionantes e assim foi até as disputas das semifinais.
Quando saíram os dois finalistas, o campeonato parou, o ginásio escureceu e nas áreas de lutas não se via mais nada.
O presidente da federação apareceu sob um facho de luz e falou: “As luzes acenderão dentro de dez minutos e vocês verão o maior espetáculo de suas vidas”.
Passados os dez minutos, é iluminada apenas uma área, a central com os dois finalistas do absoluto faixa preta.
 Um era magro e baixo, mas tinha uma técnica apurada. O outro era alto e forte e também com uma ótima técnica. Não era por menos que os dois iam disputar o titulo mais cobiçado por todos.
Um apresentador com microfone em mãos fala os nomes dos lutadores. O magro e baixo era o Kaue e o forte e alto era o João. Logo em seguida tem inicio o combate.
A luta ia ser disputada em dez minutos, todos se perguntavam o que seria do Kaue. As forças eram desproporcionais.
O forte começou dando uma queda no fraco, logo em seguida passou a guarda, mas o fraco era valente, não se entregava e resistiu bem, mas não impediu o joelho no abdômen e tomou mais dois pontos.
Tinha se passado metade da luta e o final já era previsto, mas o fraco não desistia, conseguiu tirar o joelho que estava em sua barriga e logo em seguida repôs a meia guarda.
Todos que assistiam pensaram que ele ia ficar travando a luta na meia guarda para não ser finalizado. Mero engano, aquele rapaz franzino aplicou uma bela raspagem, partiu para uma passagem logo em seguida, insistiu tanto na movimentação que acabou passando, estabilizou a posição faltando um minuto para o fim da luta.
João o grande e forte, se defendia e pensava: “estou na frente e não vou ceder mais nenhum ponto”.
Faltavam trinta segundos, a luta estava sete a cinco para João o forte, toda sua torcida comemorava a sua vitória, faziam até uma contagem regressiva, trinta... vinte.. e quando faltavam dez segundos, aconteceu o inesperado, Kaue o franzino que estava na posição cem quilos e dali não saia desde que conquistou a posição, aplicou um estrangulamento de lapela e nesse momento a contagem cessou e o que se ouvia eram os gritos de uma torcida eufórica dizendo: Uh vai pegar, Uh vai pegar, Uh vai pegar...”.
Faltando apenas dois segundos, todos os presentes naquele local presenciaram a cena que todos acreditavam que não iam ver. João o fortão, bateu três vezes no chão, desistindo assim do titulo mais importante do campeonato.
Aquelas lutas mostraram o quanto o jiu jitsu é técnico e não força bruta, um verdadeiro espetáculo chamado também de arte suave onde os seus praticantes são os artistas.

Autor: Guilherme Batista Emidio

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O Eremita

Eu hoje vi um eremita,
Ele vivia isolado do mundo.
Dentro de uma grande cidade,
Ali perto da avenida Paulista

De barbas brancas e grandes ,
Roupas sujas e rasgadas
Um olhar transmitindo marasmo.
Sorriso ele não tinha,
Ou eu não percebi

Na avenida um transito intenso .
Carros passavam levando pessoas
Pra lá e pra cá, num eterno ir e vir,
Cruzando com o descaso.

Descaso que o mundo tinha pelo eremita,
Ou que o eremita tinha pelo mundo .
Não sei dizer exatamente qual era,
Mas o descaso existia.

Segui em frente dirigindo pela cidade,
Refletindo sobre aquilo que vi.
Quanta diferença social,
Quantas pessoas passando necessidade.
Que mundo desigual,
Será que estou mesmo num mundo real?

Autor: Guilherme Batista Emidio

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Vidas


  
Tantas vidas no mesmo caminho,
Os mesmos lugares em muitos olhares.
Eterno ir e vir de idéias diversas
Mentes complexas vivendo um mesmo contexto.
Desespero e calmaria tudo junto
Numa só correria,
Uns estão devagar
Outros tão rápido
Que não dá pra conversar.
Mundo que roda sem parar
Vidas que o tempo não consegue parar
Autor: Guilherme Batista Emidio

sábado, 1 de outubro de 2011

Eterna Viagem


Procurei lugares, pessoas e trabalho

Numa busca desesperada.

Nessa procura entrei numa viagem,

Que de tempos em tempos se transformava

Com mudanças inevitáveis 

De caminho de ações  ou de direções.

Hoje me pergunto se essa viagem, 

Se essa busca não terá fim 

De repente tudo mudou de novo

E quando percebi 

Uma lágrima já brotava nos olhos.

Foi aí que voltei para dentro do turbilhão,

Turbilhão de pensamentos que quase me enlouquecia,

Me deixando confuso.

Nesse instante me atentei,

Era a viagem querendo seguir novos rumos

Mais uma vez!!

Autor: Guilherme Batista Emidio

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Vi o tempo passar


Vi o tempo passar,
Ele passou como passa nos filmes.
Fechei os olhos e vi cenas em alta velocidade.
Percebi que estava sentado na beira de uma estrada
E por aquela estrada minha vida passava.
Passado e presente remendado um ao outro
Formavam um conjunto para embasar o futuro.
Lembrei daquela canção que sempre mexe com meu coração:
“E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar”,
Nessa hora descobri o que fazer.
Levantei e peguei a estrada.
Comecei andar, andar e andar.
No futuro, se vou chegar não sei,
Mas descobri que tenho que tentar.
Ou melhor, temos que tentar!

Gui Batista Emidio

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Nó no peito


Hoje acordei com um nó no peito.
Vontade de refazer aquilo que um dia,
Por algum motivo foi desfeito.
Preciso editar a pontuação do meu viver.
Quem sabe trocar um ponto final por uma vírgula,
Ou uma vírgula por um ponto final.
Acho que só assim retornará alegria
E não mais serei levado
Sem rumo pela ventania.

Autor: Guilherme Batista Emidio

Jamais senti



Jamais senti por outro alguém, 
O que sinto por você. 
Nunca ninguém me fez tão bem, 
Como você me faz. 
Por isso estou aqui, 
Eu me rendi, 
Voltei atrás. 
Foi bom você me aceitar 
Depois de tantas idas e vindas  
Agora vamos nos acertar  
Para o mundo conquistar. 

Autor: Gulilherme Batista Emidio

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Vontade de fazer uma canção


Hoje me deu vontade de fazer uma canção 
Dizendo coisas que remetem a união 
E que nos façam lembrar, do nosso  Senhor 
A quem temos que reverenciar,  
Hoje senti no meu peito, um ardor 
Era o Senhor 
Sentimento borbulhou  
Algo pedia que eu continuasse 
A escrever assim do meu jeito 
Pedia pra que eu não desperdiçasse esse dom 
E isso fez aumentar a vontade de achar o tom 
Pra entrar em sintonia  
Cantando com amor  
Pra transformar em um só dia 
Toda  tristeza em alegria 
Para o povo poder cantar, dançar 
E adorar o nosso Senhor..

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Reveillon na Prainha Branca



Era fim de ano, um calor que convidava pra viajar, ir de encontro com a natureza, apreciando as maravilhas que só a estrada pode oferecer. Era isso que estava acontecendo, muita gente já tinha aceitado o convite e saiam aos montes daqui de São Paulo. Terminais rodoviários, ferroviários e aeroportos, todos transbordando de pessoas ávidas por dias de descanso longe da cidade onde ninguém pára. 
Eu sem saber ainda o que fazer da vida na última semana de 2010, tive que ir até a Rodoviária Tiete levar alguém, pra embarcar num ônibus com destino a Minas Gerais. Foi aí que me dei conta que estava no meio de uma multidão de viajantes, uns chegando e outros indo. Aí nesse momento me perguntei o que fazer. 
Voltando pra casa pela marginal totalmente livre, percebi que não podia ficar sozinho em casa. Tinha que fugir ou apenas ir pra algum lugar. Não tive muito tempo para planejar, mas na manhã seguinte já estava com a mochila arrumada pronto pra ir viajar.  
Optei por ir rumo ao desconhecido, por caminhos nunca antes feitos por mim. Na mente tinha uma única certeza, preciso e quero fazer isso, então liguei o carro e fui em direção ao mar. Sozinho dirigindo pela estrada  Mogi- Bertioga, vi caminhos verdes, quedas d'água, muitos carros e um céu que de azul se transformou em cinza.  
Uma chuva caiu quando cheguei no pé da serra, mas nem liguei sabia que era só pra refrescar e baixar a poeira. Chegando em Bertioga a tempestade cessou. Achei um estacionamento, guardei o carro, peguei a balsa e atravessei o canal para o Guarujá. 
Até desembarcar da balsa foi tudo como imaginei. O caminho era bonito, a balsa era como todas as outras, mas quando findei a travessia daquele canal, já do outro lado, vi uma placa contendo a frase de acolhida: "Bem vindos a Serra do Guaraú" e um portãozinho com outra placa que dizia " Trilha para a Prainha Branca" descobri que nem tudo seria exatamente do jeito que imaginei.  
Ao dar o primeiro passo e adentrar naquela trilha, senti que estava no paraíso, me  veio  uma sensação de estar entrando num reino encantado onde só havia coisas boas e belas,  mas pra confirmar essa primeira impressão, tinha que vencer a trilha que cada vez mais entrava mata a dentro e montanha acima. Escorria em minha face um suor que mais  parecia lagrimas de felicidades por eu estar ali. 
Vencidos os vinte e poucos minutos de trilha, entrei num camping ainda no meio do caminho, montei minha barraca, deixei tudo no jeito e fui direto para beira da praia. Sentei no quiosque e enquanto tentava avistar a Nina Roots e a Dana da Banda Filosofia Reggae com quem tinha combinado de me encontrar quando lá chegasse, pedi uma cerveja gelada e logo fiz amizade com um cara gente fina que esperava sair sua refeição. A partir dai comecei a confirmar a sensação que tive no início da trilha. Comecei a notar que lá naquele lugar mesmo você estando só, nunca estará sozinho, pois as pessoas lá são diferentes, são vestidas de simpatia, simplicidade e humildade as pessoas lá são maravilhosas e vivem tentando sempre transmitir a paz.
Depois de algum tempo conversando com o gente fina, até parecíamos amigos de longa data, foi quando avistei as meninas me despedi do novo parceiro  e me juntei a elas. Tomamos mais algumas cervejas, entardeceu e fomos pra casa, quer dizer, fomos para as barracas.  
Ao anoitecer daquele meu primeiro dia na Prainha Branca, voltei pra praia com a Nina, curtimos o show no quiosque até que ela foi convidada a dar uma canja. Pronto a paz da garota acabou, muita gente pedindo autografo e tirando fotos, a Nina sumiu, fiquei sem a minha amiga. De repente conheci mais três pessoas e não estava mais só. 
Me lembro que voltei pra barraca lá pelas seis da manhã. Dormi e acordei. Era meio dia quando levantei e vi no celular uma mensagem da Cibele, uma amiga do bairro. Na mensagem ela avisava que estava chegando. Ela chegou e junto com ela também veio a Rose, montamos a barraca onde as duas iam dormir e fomos para beira do mar. Curtimos o sol, as ondas, a paisagem, a areia, as pessoas, os sons e tudo que aquele lugar nos proporcionava.  
Era tarde do dia 31 de dezembro, mas não demorou para noite cair. Era última noite do ano. O lugar a cada momento que passava, confirmava o que eu havia sentido quando dei o primeiro passo na trilha, mas o melhor ainda estava por vir. A virada do ano se aproximava. Eram 18 horas e muita coisa ainda ia acontecer naquele dia 31/12/2010. 
Eu fiquei curioso pra saber como seria a noite, agora escrevendo sobre aqueles dias, percebi que as vezes a curiosidade aumenta o gosto da surpresa. Por isso vou ficando por aqui , mas em breve eu volto e conto tudo sobre aquela maravilhosa noite de reveillon. Até a próxima e um grande abraço. 
  
Autor: Guilherme Batista Emidio

Pensamentos do Gui: Consciência

Pensamentos do Gui: Consciência: "Consciência, meu irmão, minha irmã Algo muito importante! Tenha ela dentro de seu viver. Respeite as pessoas, Dêem a elas o merecido valor. ..."

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Quando fazemos algo errado


Quando fazemos algo errado, 
Qualquer coisa  
Nos faz lembrar do erro. 
Aí bate o desespero,  
Até mesmo um papel  
Arrepia o corpo inteiro. 
Muitos são os erros 
Uns são mesquinhos, 
Outros são arrogantes. 
Por outro lado 
Tem os cara de sonso 
Que falam pelas costas. 
Muitas pessoas são influenciadas 
E se tornam indispostas, 
Se acomodam com os erros 
Acabam por adquirir os mesmos defeitos, 
Mas pra mudar sempre tem um jeito, 
Temos que tentar ser o mais correto 
Andar por caminhos certos. 
Mesmo que esse caminho seja difícil, 
Temos que estar dispostos a trilha-lo 
Temos que promover mudanças,  
Pois só assim o certo vencerá o errado 
E um mundo melhor, pela nova geração 
Será herdado.  

Autor: 
Guilherme Gui Batista Emidio